Sahifa fully responsive WordPress News, Magazine, Newspaper, and blog ThemeForest one of the most versatile website themes in the world.

No último sábado, dia em que a família celebraria antecipadamente o primeiro ano de vida do Olavo, fomos apresentados ao vírus de Coxsackie e à síndrome mão pé boca.

No início da manhã, ele começou a ter febre. A primeira, com 38,7º C. Demos dipirona e ela cedeu. Poucas horas depois, voltou a subir: 39,5º C. Como não tinha dado o intervalo seguro para dar dipirona novamente, demos Paracetamol. Cedeu novamente, por pouco tempo, voltando logo a subir.

Além da febre, ele estava rejeitando a comida, o que raramente acontece. Ele é bom de garfo, digo, de colher!

Pensamos que poderia ser um resfriado, mas descartamos, pois não havia outros indicativos, além da febre. Como a garganta não estava inflamada e ele estava aceitando bem a mamadeira, pensamos que poderia ser mais um dentinho apontando. Só que isso não explicaria a febre, ainda mais tão alta.

Sem saber o que poderia ser, cantamos parabéns para um bebê abatido, que não aproveitou nada da festinha nem dos familiares que estavam aqui para comemorar com ele. Em seguida, tivemos uma noite bem difícil, pois ele não dormiu quase nada (nem a gente, por tabela) com febre e dor.

No dia seguinte, outro sintoma se apresentou: pequenas manchinhas redondinhas pintaram os seus pezinhos. A febre persistia, sempre alta, mas ainda não tínhamos motivo para levá-lo ao médico, pois estávamos conseguindo controlá-la com os antitérmicos. Ele estava aceitando alimentação (mesmo sendo só a mamadeira) e estava bem hidratado.

Coxsackie

Por causa das manchinhas, algumas amigas mães sugeriram que poderia ser roséola, outras sugeriram que poderia ser zica, dengue ou chicungunya (o que me deixou preocupada, já que o número de casos dessas doenças é alarmante).

Como o quadro era estável e ele estava brincando normalmente nos momentos em que não estava com febre, não havia o que fazer, a não ser continuar observando, mantendo-o alimentado e hidratado, dando antitérmico quando vinha a febre.

No final da tarde, percebi que as manchinhas tinham se espalhado pelas pernas e braços e começavam a virar carocinhos, o que me deixou mais alerta, mas o restante continuava estável. O papai, que é médico, achou que ainda não havia motivo para levar ao pediatra. Passamos mais uma noite difícil, sem dormir direito por causa da febre e dor do pequeno.

coxsackie

Na segunda, o quadro mudou: nova febre alta, 39,2º C e as manchinhas, que se espalharam mais e aumentaram de tamanho, agora estavam virando bolhas. Hora de levar ao pediatra. Dei o antitérmico e dirigi para o hospital um pouco tensa, com medo de que fosse varicela (catapora), já que a vacina é dada a partir de um ano de idade (que ele só completaria na terça).

coxsackie

Na consulta, o médico me explicou que não se tratava de catapora, mas de infecção causada pelo vírus de Coxsackie (na hora, nem entendi direito o nome do vírus, nunca tinha ouvido falar sobre ele), mais conhecida como síndrome (ou doença) mão pé boca.

Pesquisando sobre essa doença, encontrei as seguintes informações no sítio eletrônico Pediatria em Foco:

Altamente infecciosa e contagiosa em crianças, principalmente abaixo de 5 anos de idade. Nas crianças em fase escolar ocorre com menos frequência e raramente ocorre em adultos.

Os surtos são mais freqüentes na primavera e no outono.

A transmissão se dá pela via fecal – oral, isto é, através da ingestão do vírus por mãos sujas, alimentos mal lavados ou mal cozidos que tiveram contato com fezes contaminadas. Logo, não há necessidade de isolamento da criança, desde que observadas as condições mínimas de higiene para evitar a transmissão.

Usualmente o período de incubação é de 4 a 6 dias.

Apresenta febre de intensidade variável, porém alguns casos podem ocorrer sem febre.

Habitualmente a criança apresenta estomatite (aftas) e gânglios aumentados no pescoço.

Surgem a seguir, em pés e mãos, lesões vesiculosas (como pequenas bolhas) branco-acinzentadas com base avermelhada, não pruriginosas e não dolorosas. Daí o nome “doença da mão – pé – boca”. As lesões podem aparecer também na área da fralda.

Trata-se de uma infecção de natureza moderada que regride entre 5 e 7 dias.

O pediatra disse que o tratamento é semelhante ao tratamento da catapora: antitérmico no caso de febre, antialérgico (para aliviar a coceira que as feridinhas podem causar) e banhos com permanganato de potássio, que ajuda a cicatrizar as lesões e não deixar cicatrizes.

Ontem algumas bolhas estavam grandes, principalmente nos joelhos, o que fez ele aprender outro jeito de engatinhar: sem encostar os joelhos no chão. Também descobrimos algumas feridinhas na boca (razão pela qual ele não estava comendo direito).

Hoje ele já está um pouco melhor: mais animadinho e sem febre (até agora), vamos ver como evolui nos próximos dias!

Como tudo isso é novo para mim, resolvi compartilhar com vocês essas informações, pois outras mamães podem desconhecer a doença e suas peculiaridades.

 

05/04/2016
Coxsackie

Coxsackie, muito prazer! #sqn

No último sábado, dia em que a família celebraria antecipadamente o primeiro ano de vida do Olavo, fomos apresentados ao vírus de Coxsackie e à síndrome mão […]