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Já viajei muito a trabalho. Hoje viajo somente a lazer, com a família. Na época em que viajava a trabalho, sempre fazia check-in antecipado e escolhia assento no corredor, o mais na frente possível. Quando o avião pousava, antes mesmo de estar completamente parado, eu já desafivelava o cinto de segurança e assim que ele parava, era uma das primeiras a levantar e ir para a porta da aeronave, esperar abrir para poder sair do avião. Estava sempre com pressa! Minha visão sobre bebês, crianças pequenas e viagens de avião era bem diferente da que eu tenho agora.
Eu era daquelas que faziam cara feia para intimidar as crianças “mal-educadas” que me incomodavam durante o voo. Além disso, sempre pensava em dizer para as mães de bebês que choravam durante o voo, que elas deviam dar algo para eles sugarem durante decolagem e pouso para amenizar o incômodo (dos bebês e dos passageiros que tinham que ficar ouvindo o choro dos pequenos). Achava um absurdo criança ou bebê chorando a viagem inteira. Por que os pais não faziam alguma coisa para controlá-los?

Essa era eu, solteira e sem filhos.

Hoje, mãe de uma criança de três anos e de um bebê de 9 meses, vivo uma realidade diametralmente oposta:
Ainda tento marcar os assentos o mais na frente possível, mas a motivação agora é outra: quanto menor o trecho do corredor apertado do avião meu marido e eu tivermos que percorrer com um bebê de colo, uma criança pequena e bagagem de mão, melhor.

Quanto ao momento de deixar o avião, agora espero com minha família, pacientemente, os outros passageiros saírem e liberarem o corredor para só então levantar com as crianças, reunir a bagagem e conferir se não estamos esquecendo nada.

Sobre crianças ” mal-educadas” descobri, na prática, que a maioria das crianças pequenas que eu rotulava como mal-educadas, na verdade estão em uma idade em que têm energia de sobra para gastar (principalmente os meninos!) e estão começando o processo de serem educadas. Um processo contínuo e trabalhoso executado pelos pais.

Isso significa que essas crianças às vezes não entendem que estão incomodando nem como estão incomodando. Além disso, às vezes os pais precisam repreender, repreender de novo e de novo e de novo até que elas obedeçam aos seus comandos. Tais crianças estão no início de seu aprendizado, não dá para exigir delas comportamento e entendimento de adulto.

Some-se a isso o fato de que elas são obrigadas a ficar confinadas ao espaço de seu assento dentro da aeronave, por algumas horas, e aí está a receita para crianças entediadas, irritadas e inquietas.

Aprendi que para minimizar as possibilidades dos meus filhos incomodarem os outros passageiros, devo entretê-los para que a viagem não fique entediante. Uma forma de conseguir esse resultado é preparando uma “busy bag” com coisas que possam distraí-los durante o voo.

Para essa última viagem, segui as orientações (bem bacanas!) do site Tempo Junto, que ensina a preparar as busy bags e coloquei na bagagem de mão do Alberto: estojo com lápis de cor, borracha, apontador; cartelas de adesivos; desenhos para colorir (fiz download de free coloring pages dos personagens que ele gosta); jogo de quebra-cabeça e o iPad com alguns aplicativos novos.

Como o primeiro voo foi curto (30 minutos) e eu tive que dar mais atenção ao bebê, praticamente não usamos os recursos da busy bag. Alberto só coloriu um desenho antes da decolagem do primeiro voo e assistiu um pouco de desenho no iPad no segundo voo.

E, infelizmente, tive que pedir desculpas algumas vezes ao passageiro sentado à frente dele, pois ele acabava se distraindo e chutando o assento da frente.

Quanto a bebês que choram durante o voo, agora sei que são inúmeros os fatores que podem desencadear o choro. E nesse último voo, enquanto meu bebê chorava inconsolável, de cansaço, após tanto tempo de viagem (somando tempo de espera em aeroportos e tempo dos voos) tive que ouvir o tal conselho genérico (com um sorriso amarelo para a “bem intencionada” estranha que o oferecia) de que se eu tivesse dado algo para ele sugar durante o pouso ele não estaria chorando.

Me lembrei das diversas vezes, antes de ser mãe, em que pensei em oferecer tal conselho e engoli em seco!
Se você for mãe (ou pai) muito provavelmente se identificou no relato acima. Se não for, que sirva de reflexão para se colocar no lugar de pais e mães que viajam com bebês e crianças pequenas e ajude a entender que mantê-los quietos e sem choro nessas ocasiões não é assim tão fácil quanto parece.

Link para o site do Tempo Junto:

Como sobreviver a uma viagem longa de avião

Link do site para baixar os desenhos para colorir:

Coloring book

19/01/2016
crianças pequenas e viagens de avião

Sobre bebês, crianças pequenas e viagens de avião

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