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Muito se fala hoje em dia sobre os malefícios da exposição de bebês e crianças pequenas aos equipamentos eletrônicos como smartphones, tablets, TVs e afins. Eu mesma já li bastante à respeito e sei que o ideal é que bebês não sejam expostos a esses aparelhos e que o contato das crianças se inicie depois dos dois anos de idade e, mesmo assim, por períodos diários curtíssimos. Mas, afinal: o uso de iPad, smartphones e similares por crianças traz benefícios ou malefícios?

Muitos defendem que esses itens sejam banidos a crianças menores de 12 anos, vide artigo: “10 razões por que os dispositivos eletrônicos portáteis deveriam ser banidos a crianças menores de 12 anos”, no link:

http://familia.com.br/filhos/10-razoes-por-que-os-dispositivos-eletronicos-portateis-deveriam-ser-banidos-a-criancas-menores-de-12-anos

A teoria é linda, mas, na realidade vivida pela maioria das famílias que conheço, esses equipamentos estão inseridos na vida doméstica e social de tal forma que é praticamente impossível seguir a recomendação mencionada acima.

Mesmo após a leitura de artigos que condenam veementemente o uso desses equipamentos, ainda vejo benefícios, desde que o uso não seja livre e indiscriminado. Sempre acreditei que o que diferencia o veneno do remédio é a dose. Se pensarmos bem, até a exposição solar, necessária para a produção de vitamina D no organismo, se exagerada, pode causar uma série de problemas, desde envelhecimento precoce até câncer.

Enfim, voltando aos eletrônicos: o iPod é um dos meus aliados desde que o meu primogênito tinha dois meses e meio e começou a sofrer com as temidas cólicas. A única coisa que o acalmava durante as crises era assistir ao vídeo da Galinha Pintadinha.

Depois, quando foi ficando maiorzinho, qualquer deslocamento de carro era motivo de choro. Mais uma vez fomos salvos pelos vídeos da Galinha Pintadinha no iPod. Enquanto ele assistia, se distraia e parava de chorar.

Quando já estava com dois anos de idade, começou a se interessar pelo iPad, que fui “recheando” de aplicativos próprios para a idade. Todos passaram pelo meu crivo: nada de violência ou conteúdo impróprio. Além disso, o uso não é liberado o tempo todo. Geralmente liberamos por cerca de 30 minutos, no final do dia e sempre sob supervisão de um adulto. Também fizemos questão de ensinar desde o início, em quais aplicativos ele tem autorização para mexer e onde não tem.

Além dos joguinhos educativos, outra coisa que ele faz no iPad é assistir desenhos no Netflix e no Playkids. Prefiro que ele assista no iPad, pois é muito mais fácil de controlar o conteúdo a que ele tem acesso do que na televisão. Por mais que eu tenha tv por assinatura, com diversos canais infantis, não são todos que tem programação que eu aprovo e nem sempre está passando o que ele quer assistir no momento. No iPad, não só consigo restringir os programas aos quais ele tem acesso, como tenho a facilidade de colocar o que ele quiser assistir a qualquer hora e levar para qualquer lugar.

E graças a esses equipamentos, consigo, por exemplo, tomar um banho tranquila enquanto ele assiste a algum desenho ou joga no iPad quietinho no meu quarto. Também consigo distraí-lo durante um voo de avião sem perturbar os outros passageiros, ou distraí-lo enquanto espera para ser atendido no médico.

Que fique claro: não deixo que o tempo de uso desses equipamentos substituam as brincadeiras ao ar livre, nem atividades manuais, muito menos a leitura de livros infantis. Aliás, todas essas atividades têm vez no dia a dia da minha família. Nenhuma exclui a outra, apenas há um momento dedicado para cada uma delas.

Dessa forma, os malefícios citados no artigo mencionado no início do post, na minha opinião e experiência de mãe, podem ser evitados/diminuídos desde que o uso desses equipamentos seja feito de forma regrada e consciente.

Sobre o crescimento cerebral acelerado, obesidade, doença mental e demência digital, o próprio artigo afirma que a ocorrência está ligada ao uso excessivo desses equipamentos. Quanto à agressividade, ao atraso no desenvolvimento físico e à privação do sono, estão diretamente ligados à falta de limites para o tempo de uso e para o tipo de conteúdo acessado nesses equipamentos. Em uma análise rápida, é possível afirmar que todos esses malefícios podem ser evitados pelos pais, ao definir regras para sua utilização.

Quanto à possibilidade do uso causar afastamento dos pais, acredito que a análise não esteja correta. Na minha opinião, o uso desses equipamentos é apenas um refúgio, quando já existe um afastamento. As famílias devem trabalhar os laços familiares constantemente e o uso desses equipamentos, pode, inclusive ser uma das ferramentas para isso. Quando eu assisto a um desenho no iPad com meu filho, quando o ensino a jogar um novo jogo ou quando participo de alguma atividade que ele está executando no iPad, estou fortalecendo os laços familiares com ele e não gerando afastamento.

Quanto ao que mencionam sobre a insustentabilidade, novamente, na minha opinião, o problema não é a exposição das crianças à tecnologia, mas a falta de regras e de disciplina na educação das crianças no mundo atual. Percebo que muitos pais não sabem ou não querem ter o trabalho de educar os seus filhos e é aí que reside o problema, não na utilização de equipamentos eletrônicos.

O único malefício citado no artigo com o qual concordo sem ressalvas é o da emissão de radiação. Por isso devemos limitar, sim, o uso dos equipamentos eletrônicos sem, contudo, nos esquecermos que esse tipo de exposição faz parte da vida moderna e se soma aos outros malefícios a que estamos cada vez mais expostos (e dos quais, dificilmente, conseguiremos escapar), como a radiação dos alimentos pelos fornos de micro-ondas, os transgênicos cada vez mais presentes nos alimentos disponíveis nos supermercados, dentre outros.

Enfim, acredito que as ações tomadas pelos pais das crianças é que vão definir se a utilização desses equipamentos trará benefícios ou malefícios para as vidas de seus filhos.

06/02/2016
iPad, smartphones e similares por crianças

Uso de iPad, smartphones e similares por crianças – benefícios ou malefícios?

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