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Na última sexta-feira recebi uma mensagem de áudio, pelo WhatsApp, na qual a pessoa falava de uma suposta reunião de pais de alunos de uma escola com agentes da Polícia Federal, que teria o objetivo de alertar esses pais sobre uma rede de pedófilos organizada para raptar crianças, para abuso sexual. A mensagem dava detalhes da reunião, e explicava a forma de atuação dessa rede, que teria atuação internacional.

Como o integrante da minha família que recebeu, originalmente, o áudio, acreditou que a mensagem era autêntica, devido à semelhança da voz da pessoa que lhe havia encaminhado aquele áudio, eu tomei as informações como verdadeiras e imediatamente retirei todas as fotos dos meus filhos da internet, além de encaminhar a referida mensagem aos meus contatos, para alertá-los dos perigos relacionados à exposição de imagens de crianças na internet.

Posteriormente, descobrimos que a mensagem não era da pessoa que nos repassou o áudio e que ela também apenas havia feito o encaminhamento.

Em seguida, recebemos, também por WhatsApp, a imagem de um comunicado da Polícia Federal, assinado pelo Chefe da Comunicação Social da Polícia Federal em Goiás, afirmando que o áudio veiculado pelo aplicativo telefônico não retratava “fato acontecido nas dependências da Superintendência Regional da PF em Goiânia, não fazendo parte da forma oficial de conduta na transmissão de informações, ainda que seja para alertar a sociedade do acontecimento de crimes”.

Como eu havia encaminhado a mensagem de áudio sem verificar sua veracidade (por acreditar que seria autêntico), dessa vez resolvi checar a autenticidade do suposto comunicado da PF, antes de distribuir a informação novamente.

Não encontrei nada sobre  o assunto no sítio eletrônico da Polícia Federal. Chequei todas as notícias de hoje (19/11/5) e retroativas aos últimos dias de setembro e não encontrei nada.

Continuei procurando e, ao verificar as notícias veiculadas pelo Jornal O Popular, me deparei com três notícias que me chamaram a atenção:

A primeira, intitulada “PF nega informações divulgadas em áudio pelo WhatsApp“, realmente continha declaração da Polícia Federal, com o mesmo teor do comunicado que recebi pelo aplicativo telefônico, datada de 16/11/15, última segunda-feira.

Contudo, outras duas notícias veiculadas juntamente com essa, mostram que o perigo é real e está bem próximo de nós:

Uma delas, datada de 19/11/2013, fala sobre a operação Glasnost da Polícia Federal, “uma das maiores operações de combate à pedofilia já feita no Brasil“, segundo o próprio jornal. Essa operação ocorreu em 11 estados, incluindo o estado de Goiás.

A outra, datada de 16/10/2014, menciona a operação Darknet, também da Polícia Federal, deflagrada no Distrito Federal, Goiás e mais 17 estados, também em combate à pedofilia.

Portanto, mesmo que as informações veiculadas no áudio não sejam verídicas, vale a pena postar o mínimo possível imagens de nossos filhos na internet. E se resolver postar, adotar uma série de cuidados ao postar imagens, para segurança da família toda.

Eu, pessoalmente, tomei a decisão de não postar mais fotos dos meus filhos. A minha preocupação com a segurança deles é mais forte do que a vontade de mostrar as fotos engraçadinhas nas redes sociais.

No próximo post, falo sobre alguns dos cuidados ao postar imagens de crianças na internet.

Em tempo: hoje, 24/11/15, a Polícia Federal ouviu esclarecimentos de seis pessoas sobre o áudio polêmico. Notícia do G1:

http://g1.globo.com/goias/noticia/2015/11/pf-detem-seis-suspeitos-de-espalhar-boato-sobre-sequestro-de-criancas.html

Leia mais sobre crianças e segurança na internet no post:

http://papinhodebebe.com/2015/11/20/7-cuidados-ao-postar-imagens-de-criancas-na-internet/

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